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Editorial
Alterações Climáticas: o Grande Desafio
O Protocolo de Quioto, adoptado em 1997, cinco anos depois da Convenção sobre as Alterações Climáticas, obrigará os seus signatários a controlar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE’s). Este Protocolo, apesar de não ter entrado ainda em vigor por estar dependente da ratificação da Rússia, devido ao abandono dos Estados Unidos, é a única esperança mundial para fazer frente às cada vez mais evidentes alterações climáticas.

O aquecimento global do planeta, com as consequentes alterações climáticas e aumento do nível dos oceanos, constitui o problema ambiental mais preocupante que a espécie humana terá de enfrentar ao longo do século XXI. As alterações no clima mundial provocadas pela emissão de GEE’s representam consequências graves para a espécie humana e para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Em Portugal, o aumento das temperaturas médias anuais, associado à má gestão do território e ao escasso investimento na Conservação da Natureza, poderá acentuar ainda mais o processo de desertificação e a instabilidade e risco na zona costeira.

Portugal, no âmbito da União Europeia, está também comprometido com os objectivos do Protocolo de Quioto. Embora o nosso país tenha iniciado este desafio com a possibilidade de aumentar em 27% as suas emissões de GEE’s até ao período 2008-12, em referência ao ano base de 1990, actualmente ultrapassou já em quase 10% esse limite. Apesar dos insistentes avisos da Quercus, o desinteresse com que o país abordou esta questão ao longo dos últimos anos, transformou a oportunidade de Portugal se afirmar mais competitivo ao nível do desenvolvimento sustentável num grande problema económico e ambiental que terá de ser resolvido.

A lentidão que tem caracterizado o desenvolvimento da versão final do Plano Nacional para as Alterações Climáticas, associada à falta de medidas concretas, nomeadamente na melhoria da eficiência energética, no desenvolvimento das energias renováveis, na adopção de tecnologias limpas e na promoção dos transportes públicos, faz de Portugal um dos países da União Europeia que, em percentagem, mais se afasta dos compromissos do Protocolo de Quioto.

Em Portugal, ao contrário dos outros Membros da União Europeia, apesar do desenvolvimento económico ter sido muito reduzido, o consumo de energia aumentou cerca de 6%, o que implica maiores emissões atmosféricas.

O país, através dos governos, das empresas e dos cidadãos, está agora perante um grande desafio que, apesar de difícil, ainda poderá ser ganho. Para isso, a postura e o envolvimento da sociedade portuguesa terá de ser muito maior e melhor. Não será possível continuar a desenvolver as actividades económicas e sociais sem considerar os aspectos ambientais, particularmente a necessidade de reduzir as emissões atmosféricas. Será necessária uma alteração profunda na forma de funcionamento da sociedade e, para que isso aconteça, uma maior sensibilidade ambiental e envolvimento de todos os cidadãos.

A Educação Ambiental tem nesta área um papel primordial pelo que, para além das acções pontuais e esporádicas que têm sido desenvolvidas, será necessário que seja assumida institucionalmente como um aspecto fundamental na formação e educação cívica dos cidadãos.

Hélder Spínola
Presidente da Direcção Nacional da Quercus
QUERCUS Ambiente nº. 3 (Dezembro/2003)
 
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